Esperanto é uma língua planejada, criada no final do século XIX para facilitar a comunicação entre povos de línguas diferentes. O esperanto não visa substituir os idiomas nacionais, mas ser tão somente uma segunda língua de cada povo, em benefício da compreensão mútua. O
Manifesto de Praga detalha melhor os objetivos alcançados quando se adota o esperanto como língua auxiliar.
O Esperanto foi iniciado por Lázaro Luiz Zamenhof, médico judeu polonês, o qual publicou em 26 de julho 1887 o primeiro livro sobre a língua, utilizando o pseudônimo de Dr. Esperanto.
As principais características do esperanto são a neutralidade e a facilidade de aprendizado. Por ser uma língua planejada, o esperanto é neutro, contribuindo para a formação de uma comunidade mundial, baseada no respeito mútuo, sem os problemas decorrentes da hegemonia de uma língua nacional, que, geralmente, se impõe pela força militar, econômica ou política.
A facilidade do esperanto reside em três aspectos: a pronúncia, a gramática e o vocabulário.
O alfabeto é fonético, ou seja, a cada letra corresponde um único som. São 28 letras, portanto, 28 sons, sendo que a acentuação tônica das palavras recai sempre na penúltima silaba.
A gramática é simples e regular, não apresentando exceções. Todo substantivo termina pela letra "o" e todo adjetivo pela letra "a". O plural se faz regularmente pelo acréscimo de uma letra. Os advérbios derivados terminam com a letra "e". Só há uma conjugação verbal e os verbos, no infinitivo, terminam em "i", no presente, em "as", no passado, em "is", no futuro, em "os", no condicional , em "us" e, no imperativo, em "u". Isso em todas as pessoas, pois o pronome é quem irá indicar a pessoa em que o verbo se encontra.
O vocabulário é internacional e oriundo dos principais idiomas modernos: 60% dos radicais provêm das línguas neolatinas (francês, italiano, espanhol, português, etc.), 30% do inglês e do alemão e 10% dos demais idiomas. Além disso, existe um sistema de prefixos e sufixos, de significados constantes, o que, diminui, em muito, o tempo de aprendizado. Qualquer pessoa de cultura mediana poderá aprender o Esperanto, com duas aulas semanais, em poucos meses.
O esperanto pode ser usado como qualquer outra língua viva, ou seja, falando, ouvindo, lendo ou escrevendo. Assim, a pessoa poderá:
Corresponder-se com pessoas do mundo inteiro;
Ler periódicos dentre os mais de cem que são publicados regularmente;
Ler livros da vasta literatura já editada (mais de 50.000 títulos) seja em prosa ou em verso, original ou traduzida;
Ouvir programas de rádio, transmitidos diária ou semanalmente, por uma dezena de estações de rádio, de diferentes continentes;
Participar de encontros ou congressos internacionais, onde a única língua oficial é o esperanto;
Participar do intercâmbio de idéias e de cultura que se faz, atualmente, através da internete;
Hospedar-se, gratuitamente, em casas de esperantistas filiados ao programa
Pasporta Servo (Serviço de hospedagem).